As noites na floresta amazônica eram tranquilas, os animais dormiam protegidos pelo Saci Pererê e pelo Curupira. Tudo ia bem e a floresta crescia em harmonia, tanto que se tornou a maior floresta tropical do planeta!
       










- Se não fosse minhas pegadas invertidas para confundir os caçadores a floresta já estaria destruída. Disse o Curupira convencido.



- Nada disso, é porque eu assusto os caçadores e eles fogem para bem longe! Respondeu o Saci Pererê.


E assim, enquanto os dois amigos discutiam por dias e noites, a floresta começou a ficar mais agitada e barulhenta:



- Bati meu recorde, espantei um grupo de quatro caçadores de uma vez só! Sou o melhor da floresta amazônica. - Gritava alegre o Curupira.







- E eu assustei cinco caçadores, então eu venci! Comemorava o Saci.




        Os animais da floresta, que antes acordavam descansados e felizes, agora estavam cada dia mais mal humorados.


- Minha cabeça está doendo, vá cantar em outra árvore, tucano barulhento. - Disse o macaco irritado enquanto jogava uma manga no pássaro, mas errou a mira e a manga caiu lá em baixo:






        - Macaco mal educado, você me acertou!  Disse a capivara.

        E assim, começava uma discussão sem fim na floresta. Até que a cobra teve uma ideia para acabar com as brigas e chamou todos da floresta.

- Meus amigos, desde que o Saci Pererê e o Curupira começaram a competir, a paz na floresta acabou. Para acabar com essa bagunça vamos fazer uma competição, uma corrida até o rio Amazonas entre Saci e Curupira. Quem chegar primeiro é o melhor. - Disse a cobra


        O Saci Pererê e o Curupira aceitaram participar da competição e os animais comemoram aliviados. O Tatu deu a largada, e então o Saci e o Curupira saiu em disparada numa correria danada, um certo que chegaria primeiro que o outro.


        Todos os animais sabiam que seria uma corrida acirrada, pois o Saci Pererê e o Curupira eram muito velozes e tinham muitas habilidades. Mas para a surpresa de todos, a corrida estava indo de mal a pior. O Saci Pererê se desequilibrava e não conseguia fazer seu rodamoinho. Já o Curupira, todo desajeitado, tropeçava em seus próprios pés virados.

Cansados de tanto se esforçar e não conseguir sair do lugar, os dois caíram exaustos no chão.

- Saci, segure minha mão para se equilibrar, venha. - Disse o Curupira.

- E você me abrace para não tropeçar. - Disse o Saci

E assim, os dois chegaram juntos à margem do rio.

- Me desculpe, amigo. Reconheço que você é importante nesta floresta.      Disse o Curupira

- Me desculpe também, você também é muito importante para nossa floresta. Respondeu o Saci.




A Iara, que estava no rio esperando o vencedor da corrida, viu os dois amigos juntos e ficou muito feliz.

- Enquanto vocês competiam entre si, perderam suas forças e habilidades. Mas quando se uniram para ajudar um ao outro, tornaram-se muito mais forte. Com união todos vencem! – Disse a Iara, que depois cantou uma bela cantiga para os dois vencedores.


E a paz retornou à floresta Amazônica. Unidos, Saci Pererê e Curupira eram muito mais fortes e puderam ajudar muito mais a proteger a floresta.

Ilustração Saci Pererê e Curupira



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