Era a primeira manhã de primavera no santuário Animais Felizes. Os animais livres aproveitavam o primeiro dia de primavera. Clima adorável, sol brilhante em um céu azul, onde o vento fresco desenhava formas nas nuvens brancas como neve.


As galinhas finalmente podiam ciscar. As vacas podiam aproveitar a grama verdinha. Os patos podiam nadar no riacho. Os porcos podiam agora fuçar as plantações de batatas. Todos livres e felizes, menos um animal, o porco zangado.

Desde que chegou ao santuário, o porco vivia de cara amarrada, de cabeça baixa e mal saia de sua casa, nem a manhã de primavera o fez sorrir.

Mas naquela manhã, uma galinha em especial estava irradiando alegria enquanto aproveitava o lindo dia. Ciscava tão feliz que parecia sambar. Ela viu o porco zangado na porta de sua casa e percebeu de longe sua cara triste.

- Dia lindo, não é mesmo, seu porco? – Disse amorosamente a galinha.

O porco nem se quer a olhou. A galinha então se aproximou:

- Vejo que está tão triste.

E o porco finalmente olhou para a galinha e respondeu:

- Já sofremos tanto, se quer saber, eu nunca sorri.

E a Galinha disse:

- Te entendo seu porco, mas agora é tudo diferente, existem pessoas boas e elas lutam por nós!

A Galinha saiu ciscando e o porco pensativo deu um passo para fora de sua casinha. E aquele passo para fora o fez perceber que estava livre.


- Como demorei para perceber, sou um porco livre!

Disse o porco, para si mesmo, enquanto via os animais do santuário. E ali quietinho se deu conta do maior motivo para sorrir: A oportunidade de viver!











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