Uma grande família de formigas vivia entre as raízes de uma grande árvore no meio da floresta. Unidas e organizadas, elas trabalhavam dia e noite seguindo sua rotina diária. Um fato curioso é que, no meio dessa grande família, havia uma formiguinha diferente de todas as outras. Não fisicamente, pois suas anteninhas, perninhas e corpinho eram iguais à de todas de sua família. A diferença estava na forma como ela enxergava o mundo a sua volta.

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Saí de uma nascente no alto de uma montanha, como córrego fui descendo.

Logo virei riacho e quando percebi já era ribeirão, também me tornei lago depois lagoa.
E na correnteza de rio me desaguei mar na praia.
Evaporei, voei e cheguei ao céu, depois fui gota e desci chuva.
Já fui tão dura quanto pedra 
E deixei de ser incolor quando branquinha eu nevei.
Me transformo em tantas formas, eu sou liquida, sou sólida, gasosa.
De uma gota na nascente ao oceano.
Nasci de dentro da terra e sou filha dela.
Ela me deu a vida e eu dou vida a ela!

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Os suricatos são animais muito interessantes. Têm uma pele escura para se aquecer, cauda bem comprida e preta na pontinha, seu rosto é pequeno e pontiagudo e suas orelhas são pequenas e possuem uma mancha preta ao redor dos olhos. Mas o que realmente torna esse pequeno animal especial é algo que aconteceu em uma savana bem longe da cidade grande. Lá moravam vários tipos de animais diferentes, inclusive um pequeno suricato. Todos os dias, minutos antes do sol nascer, o suricato saia de sua toca, percorria a mesma trilha marcada por suas pegadas, subia na pedra mais alta e lá ficava em silêncio até o sol nascer.
Esse era o ritual do pequeno suricato, nada o fazia sair de sua rotina. E os outros animais, ainda sonolentos, o viam bem cedinho correndo por sua trilha. Não entendiam o motivo, mas já estavam acostumados.

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            Em uma colorida e cheirosa horta vivia uma caracol meiga e determinada. Era sonhadora, um de seus maiores sonhos era o de ser corredora, correr para conhecer o mundo além de sua horta. Não que ela não gostasse de viver entre as alfaces e as cenouras, pelo contrário, a caracol era muito feliz e grata por morar em um lugar tão gostoso e com tantos alimentos saborosos, era realmente tudo que um caracol precisava.
           
Como todo caracol, ela era lenta em relação aos outros animais, porém sua imaginação era fértil e ágil como um foguete. Suas imaginações de como seria o mundo além do cercado lhe deixava cada vez mais motivada a querer ver tudo isso de perto. Como seria viver em outros lugares e poder conhecer outros animais, outros alimentos, outro tipo de terra? Tudo isso era no mínimo muito interessante e animava a vida da vagarosa caracol.
            

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Toda floresta tem um rei. Todo rei é um leão. Todo leão é conhecido por sua coragem e por sua força. Na floresta dessa história não é diferente. Além de corajoso e feroz, o rei era bondoso e muito justo. Todos os animais sentiam-se livres e protegidos. O leão cuidava de todos com muito zelo, das formigas aos elefantes, dos passarinhos aos jacarés. O rei resolvia todos os problemas na floresta, achava uma boa solução para tudo. E assim todos da floresta viviam em paz e união.

Mesmo depois de anos e anos de reinado, nenhum bicho sequer tinha ouvido seu rugido. O rei sempre foi muito discreto e levava um lema consigo: Gritar e rugir não é a solução, só o diálogo que nos leva a uma boa conclusão! Mas o leão guardava um segredo, um grande segredo que apenas ele e outro animal sabia.

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